Olá! Aqui é Tuanne.
Hoje queria conversar com vocês sobre um assunto que acho bem importante para quem tem filhos: o uso de tecnologias pelas crianças.
É muito comum encontrarmos em qualquer lugar que vamos crianças com seus aparatos eletrônicos (tablets, celulares, videogames portáteis), mais que isso é muito difícil encontrar pais brincando com as crianças, realizando atividades educativas ou simplesmente conversando. Estamos na era da tecnologia e quem não a acompanha vai ficando pra trás. Mas será que não estamos exagerando?
Os especialistas já estão nos mostrando que sim! Obesidade, agressividade, atraso no desenvolvimento psicomotor, exposição a radiação constante e privação do sono são alguns dos motivos que nos provam que a tecnologia principalmente para crianças pequenas é um "atraso".
Levando em conta que a rotina das pessoas da atualidade é bem mais acelerada não custa nada deixar o menino ver o dvd da Galinha pintadinha 3 vezes seguidas só enquanto você termina a correção das provas dos seus alunos ou organiza o armário da cozinha por exemplo, mas infelizmente custa sim (nada contra a Galinha Pintadinha, gente. Foi apenas um exemplo. Inclusive meu filho e eu adoramos ela =] ).
Acredito que o grande problema está em entender o que seria o tempo ideal saudável e a moderação adequada. Eu, como mãe, sei o quando é ruim dizer não pro filho e ver que eles sofrem e muitas vezes não entendem. Por outro lado como pais atenciosos devemos impor os limites adequados para bem educá-los e tudo pelo imenso amor que sentimos por eles, né?! Afinal queremos que nossos filhos sejam os melhores em tudo que fazem, seja na escola tirando boas notas, seja no esporte que ele pratica ou simplesmente em casa obedecendo e respeitando os familiares.
Quando meu filho ainda tinha alguns meses de vida e íamos para consultas mensais com o pediatra eu ficava angustiada quando ele chorava por que queria sair do bebê conforto ou quando estávamos na sala de espera do consultório a pelo menos 2 horas sem nem aguentar olhar mais as cores das paredes. Então passei a só sair de casa com o celular abarrotado de Galinha Pintadinha e afins (mais uma vez, nada contra a personagem, só citei como exemplo) para distraí-lo e não vê-lo chorar.
Em pouco tempo percebi o quanto eu e meu filho estávamos dependentes daquilo e se o celular descarregasse era o fim do mundo, meu filho chorava desesperado e eu chorava junto. Parti para outras alternativas, passei a cantar para ele, conversar (mesmo ele ainda não tendo capacidade de responder), fazer besourinhos, pular, sorri, de qualquer forma interagir. A resposta foi a melhor possível, pois em vez de ficar meu filho e eu de olho grudado num vídeo, passamos a nos conhecer melhor e a aprender coisas novas. Ser parte expressiva do crescimento e desenvolvimento dos filhos é impagável e faz um bem enorme não só pra eles mas pra nós também. Hoje sei disso na prática e no futuro sei que meu filho também saberá.


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