"Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só; mas, se morre, produz muito fruto."
Todo réveillon eu escolho o tema para o novo ano. É uma palavra, uma pequena frase, algo que resume o que desejo para o novo ano que se inicia e que funcionará como um rápido lembrete durante o dia a dia.
No final do ano passado me aconteceu algo muito triste, que ainda não pretendo falar abertamente na internet. O fato é que comecei 2020 com o objetivo de tentar seguir em frente, me reerguer e seguir com a vida. Mas eis que se estabelece uma pandemia que muda a vida de milhões de pessoas no mundo inteiro.
Foi assim, que mesmo sendo a pessoa que ama se organizar, decidi viver um dia de cada vez. Eu nem sequer lembrei de estabelecer o tema desse ano. No entanto, com a proximidade do meu aniversário, as coisas, de modo geral, estavam melhorando. Essa é uma data que fico muito reflexiva. E em meio as minhas reflexões de aniversário estabeleci o tema do ano, não importando se metade dele já havia passado.
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Ao longo da vida vamos mudando, e às vezes, ao olharmos em saltos temporais podemos ver como essas mudanças foram grandes. Mas de modo geral, os processos de mudança são lentos, graduais e não cem por cento conscientes.
Não foi isso que me ocorreu. Foi uma mudança tão total e radical, em todos os aspectos da minha vida, que foi uma morte.
Eu morri. Nada mais é o mesmo.
Eu precisei morrer. Mas a morte não é o fim. A morte pode ser o começo.
Porque o grão tem que morrer para dar fruto.

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