Chegamos ao final da Incursão II. E com ela eu percebi que mais importante do que saber com quem a gente pode contar, é ter consciência de para quem queremos dedicar nossos tempo e nossa energia.
A expressão "Carpem die" que é traduzida como aproveite o dia, mas, sendo mais precisa, ela quer dizer cultivar e colher o dia. Achei que ela tem tudo a ver com a próxima etapa da nossa jornada, e por isso, este será o tema da Incursão III.
Fala-se que a única certeza que há na vida, é a morte. No entanto , está não é uma certeza plena, pois não sabemos quando e como ela chegará. Penso que a única certeza que realmente temos é o dia de hoje.
O passado ajuda a ancorar o nosso eu. É por meio dele que podemos responder quem somos, é assim ajudar a formular o que queremos. O futuro é nuvem dispersa, pura neblina. O que nos cabe da existência é apenas este dia.
É preciso muita sabedora (ou muitos anos de terapia) para incorporar está verdade ao nosso cotidiano. É uma afirmação que facilmente traz consenso, mas é difícil perceber que a maior parte da infelicidade que experimentamos está justamente em não cultivarmos e colhermos o dia. Ou estamos tristes por algo do nosso passado, ou ansiosos por algo do futuro.
O verbo carpir está no português, ação de agricultor. Quem teve o mínimo contato com plantas, certamente tirou muita sabedoria delas. Inclusive a verdade de.que todas as leis universais precisam se dobrar diante das circunstâncias. Regue todo dia - mas se está muito úmido não precisa regar. Coloque a planta ao sol mas no calor de Natal talvez seja melhor meia sombra.
Parece fácil, é observar. Mas não é. O mais fácil é adotar máximas universais e esperar resultados padronizados. Por isso, nesse intinerario que começa dia 06 de abril e terminará no final de junho (mês do São João), o objetivo é olhar para a vida real, entender as minhas circunstâncias, cultivar e colher os dias.
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