O mito de Eros e Psiquê pertence à antiguidade clássica, e conta, desde esse período com variações de acordo com o escritor que a registrou. Para fins deste breve ensaio, utilizaremos a versão de Apuleio contida no romance O Asno de Ouro. Nesta obra, Apuleio relata suas aventuras quando foi à Tessália, e vendo-se transformado em burro, é levado por ladrões. Estando no esconderijo deles, chega uma moça raptada que não para de chorar. Para consolá-la a velhinha que cuidava da casa dos ladrões lhe conta a história de Eros e Psiquê para “doutrina e deleite”. Eis a lenda. Um rei possui três filhas muito belas, mas a mais bela era a caçula. Sua beleza era tal que passou a ser comparada à Afrodite, e por isso, nenhum homem tem coragem de desposá-la. O pai preocupado com o destino da filha sem marido, consulta um oráculo. A pedido de Afrodite que estava irritada com a comparação sofrida, o oráculo ordena que Psiquê seja deixada num penhasco, e lá será desposada por um marido. O Vento...
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